Mostrando postagens com marcador Lug Costa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lug Costa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

TEXTO DE LUG COSTA



(Re)começamos um novo ano

mais próximos de lá estamos chegando.

Alguns já ficaram no ano velho

retidos em seus leitos esperando o amanhecer.

Outros acordaram no meio da noite

sonhando com outras possibilidades

para superar os próprios limites.



(Re)começamos um novo ano

cheios de recordações passadas,

e entre saudades e expectativas

estamos dispostos a (re)começar a luta.

(01.01.2010 – 07:50h – Caxias/MA)


sábado, 31 de dezembro de 2011

NATAL


Lug Costa


O Natal foi o tempo em que
a resposta de libertação de Deus ao grito do povo oprimido
se encarna o Menino-Deus no seio da Virgem Maria,
inquietando o poder dominador de Herodes,
e demonstrando como na fragilidade de uma criança
trás em si o poder salvador de Deus à face da terra.

O Natal é o tempo em que
as pessoas estão preocupadas com o acúmulo de bens materiais,
com a aparência física narcisista,
com as festas e baladas,
com a qualidade das comidas e bebidas,
com os presentes sedutores das vitrines.

O Natal será novamente o tempo em que
os homens e mulheres de boa vontade
se esforçaram para construir um mundo novo:
de justiça, paz e verdadeira fraternidade.
Então o Menino-Deus não precisará mais nascer
porque a humanidade haverá compreendido
que o Natal transcende ao tempo, é eterno.
Eterno é o amor – Natal.
Eterno é o acolhimento – Natal.
Eterno é a simplicidade – Natal.
Eterno é Deus – Deus-Menino-Natal.


(25.12.2011 – 00:15h – Caxias)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TEXTO DE LUG COSTA

O sino tocou,

meia-noite o relógio apontou,

passos apressados cruzam as ruas silenciosas

desta cidade-mundo procurando um recem-nascido.

Parece que um menino está por nascer

em qualquer lugar nesta noite tão esperada.

Todos estão na igreja:

belos cantos, refinada liturgia, ornamentação caprichada,

é noite de Natal.

O hospital está fechado,

os hotéis superlotados,

as mesas fartas de comida.

A mãe e o pai daquele ignorada criança correm apressados

procurando ajuda em qualquer pessoa que passa:

uma toalha, um pouco d’água, uma cama,

serve tudo para poder aquecer o recém-nascido.

O Menino-Natal se encontra desabrigado,

fora dos templos suntuosos,

pedindo um pedaço de pão, uma roupa usada,

já não se chama menino Jesus,

mas meninos da perdição.

Ainda é Natal!

(25.12.2010 – 20:04h – Caxias/MA)

domingo, 4 de dezembro de 2011

TEXTO DE LUG COSTA

A desgraça abateu-se sobre a casa nova
destruindo seus alicerces profundos.
Tudo o que restou foram pedaços de entulhos,
irremovíveis de pedaços desiguais.
O imprevisto roubou a última cena
do delirante filme de poucos minutos.
Sozinhos sentados na varanda, atônitos e perplexos,
muitos assistiam a derrocada final de todos os projetos.
Não era um sonho como pensavam alguns,
mas a pura e crua realidade que gostariam de rejeitar e camuflar.
Impedidos de qualquer reação, paralisadas as palavras e emoções,
um canto silencioso preencheu o espaço vazio.

(18.10.2009 – 13:04h – Caxias/MA)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

TEXTO DE LUG COSTA

Descrevo visões,
alucinações de uma noite mal dormida,
possuído por uma força estranha que guiava meus pensamentos.
A dormência nas pernas e nos pés impedia qualquer movimento.
Inerte como um espectador,
que envolvido emotivamente,
torna-se incapaz de participar ativamente da cena
que acontecia diante dos próprios olhos,
mas recolhia na memória quadro desconexos de uma única realidade.
Acordo do sonho consumido pela constatação
que percebo naquele momento
da distância existente entre a realidade e o meu sonho,
perdendo-me na sutileza da passagem entre
o possível e o impossível.

(06.09.2009 – 8:58h – Caxias/MA)

domingo, 6 de novembro de 2011

TEXTO DE LUG COSTA

A decrepitude do teu corpo
recompõe partes diluídas ao longo do tempo
em que vivias em função da eterna juventude.
Acreditaste que o corpo acompanha a alma
em todas as suas vicissitudes.
Que engano!
Conhecimento da exuberância do vigor da flor da idade:
a agilidade dos passos,
a força dos músculosa destreza dos movimentos.
Porém, a fragilidade do corpo consome até mesmo as certezas
mantidas intactas por tanto tempo no âmago do coração.
É apenas uma questão de tempo.


( 24.09.2009 – 11:30 - Caxias/MA)

domingo, 23 de outubro de 2011

TEXTO DE LUGCOSTA

Grandes murros,
espelho retrovisor
de homens aprisionados.
De um lado do muro:
homens sentenciados
pela justiça dos tribunais humanos.
Do outro lado do muro:
homens livres,
sem algemas,
mas escravizados
pelos seus preconceitos,
vícios e mentalidade.
Onde estará a verdadeira prisão?
De qual lado do muro?
Na realidade a prisão não está no setor do confinamento,
mas somente dentro do próprio homem.
A liberdade é a uma visão parasidiaca
que o homem tem de seus sonhos
quando a consciência penetra na realidade
e transgride os seus muros e algemas.


( 09.12.2009 -10:10h - Caxias/MA)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SER E QUERER SER

Lug Costa


Ser e querer ser.
Ser e poder ser.
Ser sem querer ser.
Ser para poder ser.
Ser sem poder ser.
Ser para quase ser.
Ser para não ser.
Ser para deixar de ser.
Ser podendo ser.
Ser sido (passado).
Ser sendo (presente).
Ser para o futuro.

Ser:
abertura,
possibilidade,
negação,
afirmação,
contradição.


(S. Paulo 28.08.2004)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

TEXTO DE LUG COSTA

Faremos uma longa viagem.
Partimos do interior de nossas almas
redescobrindo os caminhos percorridos
durante muitos anos sozinhos.
A presença do outro revitaliza cada momento de vida.
Não me pergunte quando retornaremos.
Nos entregaremos a cada emoção,
abertos aos imprevistos e surpresas
do caminho desconhecido.
O tempo deixará aos poucos de ser importante,
e sobreviverá apenas o desejo de existir.


(08.09.2009 – 18:08h – Caxias/MA)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

TEXTO DE LUG COSTA

Cansei de ficar olhando da janela
os passantes de todos os dias.
Suas lámurias, seus problemas, suas vidas,
repetem-se todos os dias.
Busco a luz na escuridão de minha casa.
Fecho as portas e reabro-as de vez em quando.
Tenho medo de perder o meu abrigo.

(Caetés 24.07.2003)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

TEXTO DE LUG COSTA


Quem fala?
Quem deseja falar?
Quem ouve?
Quem deseja ouvir?
É um jogo de palavra
onde aquele que ganha
é quem for capaz de refletir.

(Caetés 2/5/2004)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

TEXTO DE LUG COSTA


As certezas que temos na vida
se resumem a poucas verdades:
um dia nascemos,
por algum tempo tentamos sobreviver,
e noutro dia qualquer morremos.

Vivemos de incertezas,
no inesperado,
no imprevisto.
Os planos que fazemos são projetados
no jogo das possibilidades.

A cada momento descobrimos um novo rumo,
uma nova estrada, uma perspectiva insondada,
uma resposta inverídica.


(Caetés 2/5/2004 - 19:01)



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

TEXTO DE LUG COSTA


Um dia cheguei em casa e a única vontade que tinha era de por fim a minha vida. Abri a porta e tive a sensação de que aquela seria a última vez que faria aquele gesto. Silencioso entrei e tudo estava como deixará algumas horas antes. Dirigi-me ao quarto, com a idéia fixa que deveria marcar o fim da tragédia que minha vida se tornara. Por que continuar a viver esta tragédia?

Quando serei capaz de transpor esta longa ponte?

Minha pernas estão frágeis,
meus passos cambaleantes,
minha visão turva.
Mas minha teimosia me deixará aqui,
plantado que nem uma arvore frondosa por muito tempo até o dia em que me transportarão para a outra margem.


(Caetés 02.08.2003 19:01)



domingo, 7 de agosto de 2011

TEXTO DE LUG COSTA

Levantaste meia sonolenta, cambaleando. Sem vontade de sair da cama.
Sei que não tiveste uma noite com sonhos inquietantes.
Abrir os olhos e encontrar-se com a realidade de todo dia
é um grande dilema.
É nesse momento que percebes que
pelo menos no sonho as possibilidades são infinitas.


(S. Paulo 30.04.2004)

domingo, 31 de julho de 2011

TEXTO DE LUG COSTA

Juntas as tuas mãos e elevas para o alto,
elas também foram feitas para podermos reconhecer que caminhamos para o alto.
Outras mãos ali nos esperam
para nos acolher na terra dos filhos e filhos de Deus.

Juntas tuas mãos para
doar,
acolher,
abraçar,
acariciar,
perdoar,
abraçar,
agradecer.


(S. Paulo 02.05.2004)

domingo, 24 de julho de 2011

TEXTO DE LUG COSTA

Subir até as alturas,
tropeçar em todas as pedras,
esquecer o cansaço da subida.
Contemplar a imensidão
que só das alturas se pode vislumbrar.
Não ter medo do horizonte
que descortina o infinito.
É apenas uma montanha.


(S. Paulo 02.05.2004)

domingo, 17 de julho de 2011

TEXTO DE LUG COSTA

Estou voltando depois da longa viagem.
Quem me esperou
pensando que chegaria com as mãos cheios de presentes
vai ter uma grande decepção.
Levo apenas o que não posso deixar.
Levo apenas o que me faz viver.
Não trago comigo histórias,
nem grandes aventuras para contar.
Estou voltando para mim mesmo.
Estou voltando para me reencontrar.
Esperem-me de mãos vazias:
não tenho nada para dá e nem para receber.


(S. Paulo 21.04.2004)

domingo, 26 de junho de 2011

TEXTO DE LUG COSTA


Estou repensando as novas estratégias,
os novos caminhos
para não permanecer
no delírio do teu abrigo.
E quando a próxima noite chegar
quero está sozinho
e poder correr livremente no meu abrigo.


(Caxias 08.07.2003)

domingo, 29 de maio de 2011

TEXTO DE LUG COSTA


Existe um olhar que estraçalha a alma:
olhar da despedida,
o olhar do adeus pleno de incertezas de um futuro reencontro.
Existe um olhar que insinua cumplicidade:
confirma encontros proibidos,
dissimula desejos incontroláveis.
Existe um olhar da traição:
revela as verdadeiras intenções,
provoca rupturas profundas e revoltas que atordoam a alma até a sua agonia final.
Existe o olhar que revela a verdade:
diz quem somos,
o que pensamos,
e o que não podemos deixar de ser.
Existe o olhar que transforma:
a dor em êxtase, as incertezas em segurança,
 as perdas em saudades,
é o olhar do amor

( 29/5/2011 - 14:13:41h – Carpina / PE)

domingo, 8 de maio de 2011

TEXTO DE LUG COSTA

Pai, afasta de mim o cálice
do medode arriscar, de buscar o novo;
e lança-me na aventura de buscar dentro de mim mesmo
as minhas contradições como parte de minha essência.


(21.01.2010 – 7:32h – Caxias/MA)