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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

MINHA NATUREZA


Bernadete Bruto
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Numa praia

Pés na areia de um igarapé

Ou deslizando numa canoa

Ao sabor da corrente do rio

Facilmente

Sinto-me

Naturalmente

Como se estivesse em casa!


Obs: Imagens enviadas pela autora.
CRUZEIRO DO SUL/AC, 30 DE AGOSTO DE 2011


sábado, 31 de dezembro de 2011

CARTÃO DE NATAL


Bernadete Bruto
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

LEMBRAM-SE DE ENFEITAR AS ÁRVORES

Bernadete Bruto
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Nas festividades
Mas ninguém,
Nem eu mesma
Cuida delas
Indefesas...
Soltas na rua!
Nem as defende
Se vão cortá-las!


Obs: Imagem enviada pela autora (Foto da autora)
Recife 30 de dezembro de 2010

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

DESARBORIZAÇÃO

Bernadete Bruto
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Faltam árvores na cidade
Que nos dê sombra
Protegendo do calor do sol
E brilho do asfalto
Deixando uma brisa suave


Arvores que frutifiquem
Flores e frutos
Enfeitando a rua
Deixando o suave aroma de sua espécie


Das arvores de grandes copas
Que restam
Florescendo e subindo aos céus
No meio da rua
Persiste o alerta
Relembrando
A simplicidade
da natureza
Divina!


Obs: Imagem enviada pela autora.

domingo, 4 de dezembro de 2011

SEM FLORESTA

Bernadete Bruto
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Perante essa visão

Impensada

Da terra depenada


Desencantada

Corro a vista

Querendo entender

Ou tentando imaginar

Como teria sido a morfologia

Dessa mesma terra

Coberta por árvores diversas...


Obs: Foto da autora - A CAMINHO DE BOA VISTA/AC 30 DE AGOSTO DE 2011.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

QUEIMADAS


Bernadete Bruto
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Negro céu de fumaça
Na forte cor da brasa
A imensidão
Da mata ardida
Uma visão aturdida
Na angústia
Pela flora
Que se esvai pelo fogo
Sem salvação!


Obs: Foto da autora
A CAMINHO DE RIO BRANCO/AC – 30 DE AGOSTO DE 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

DESMATAÇÃO

Bernadete Bruto
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Mataram a mata!
Dói na vista
No coração
Olhar o imenso vazio
Do pasto pelado!


Obs: Imagem enviada pela autora: NO ENTORNO DE BOA VISTA/AC - 30 DE AGOSTO DE 2011.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

MARCHETARIA DA FLORESTA


Bernadete Bruto
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Como numa arte
Em lâminas de madeira
A vida se encaixa
Perfeitamente
Quando faz sentido
Passado
Presente
E futuro
Marchetados!


Obs: Imagem enviada pela autora: CRUZEIRO DO SUL/AC – 26/08/2011

domingo, 6 de novembro de 2011

LIÇÃO DE VIDA III


Bernadete Bruto
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Árvore citadina que torce
retorce
contorce
por entre os fios de eletricidade
Estende sua copa ao céu
adapta-se à vida
perante adversidades
num belo exemplo
de lutar por sua existência!


Obs: Foto da autora

domingo, 30 de outubro de 2011

LIÇÃO DE VIDA II


Bernadete Bruto
www.bernadetebruto.com


A árvore desfolha-se
Ou aduba o chão
Com frutos não colhidos
Sem questionar
Tão somente presenteia
Aquele dia
Com o que tem.


Obs: Foto da autora

domingo, 23 de outubro de 2011

EM LIBERDADE


Bernadete Bruto
www.bernadetebruto.com


Como os pássaros são livres!
Sem limites
Pousam em qualquer lugar
Sem pensar
Ou alçam vôos
Quando desejam
Sem interpretar
Vem ao chão
E vão Por aí
Na vastidão
Do céu azul!


Obs: Imagens da autora.

domingo, 16 de outubro de 2011

LIÇÃO DE VIDA


Bernadete Bruto
www.bernadetebruto.com


A grama cresce
Pequena e rasteira
Sobre o asfalto
Apesar de cortada
Com força renasce
A cada vez
E volta a ocupar seu espaço
No mundo.


Obs: Imagem enviada pela autora.(Foto da autora)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

HORA DE BRINCAR

Bernadete Bruto
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Brinca criança
Brinca...
A hora é agora!
Não deixa de brincar...
Há muito tempo ainda
Para outras coisas depois
O momento é de criança
Porque se agora não brincas
Quando quiser
Se precisar
Pela vida
Levar
Como recordar?
A hora é agora!


Obs: Foto enviada pela autora: RECITAL - UM CORAÇÃO QUE CANTA COMO CRIANÇA - ESCOLA MENINO JESUS

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

BRINCANDO PELO MUNDO


Bernadete Bruto
www.bernadetebruto.com


Um recital feito para crianças de todas as idades.Criado inicialmente para o NAAC em julho de 2010.
Brincando pelo mundo conta a história de uma pessoa que ao sentir a tristeza da vida,recita uma poesia chamada FORMIGUINHA mas logo vem uma lembrança que coisas boas que faz ela começar a cantar HI LILI HI LÔ.

E assim começa a brincar junto com as crianças e os adultos que estão por perto uma brincadeira da sua infância boca de forno! Tirando bolo! Uma brincadeira simples mais que juntava gente para participar em conjunto. Lembra também que brincar faz bem,dá alegria, ajuda na saúde.
E ela fala para as crianças que há ESPERANÇA!

Depois ela pergunta as crianças quem é essa pessoa que está com elas brincando...qual a tribo de uma pessoa que gosta de brincar como criança? Somente pode a pertencer a alguma tribo comoa dos índios que eram livres, leves e soltos e coloca uma canção guarani que fala de um tempo em que as crianças eram deuses e podiam fazer tudo.Começa assim a grande brincadeira que todos gostam que é brincar de índio até os adultos se contagiam ao som de um toré.


Por fim a poeta fala para as crianças e adultos da sua criança feliz que sai por aí regurgitando risadas, que larga sua capa arisca e saí por aí soltando faísca e o final é muita alegria e risadas.
Assim a poeta lembra as crianças que ser criança é bom demais!

Brincando pelo mundo foi realizado no NAAC, OAF do recife e na Livraria Ideia Fixa. Observei que os adultos também acharam engraçado essa forma de sair brincando pelo mundo e muitos cantaram as canções mais antigas.
BRINCANDO PELO MUNDO FOI REALIZADO NO NAAC, OAF DO RECIFE, LIVRARIA IDEIA FIXA.



kit sobrevivência para sair brincando pelo mundo. Minhas caixas “magicas”. Essa é uma delas.


Obs: Imagens enviadas pelo autor.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

RECITAL CAMINHANDO PELO MUNDO

Bernadete Bruto
www.bernadetebruto.com


Recital realizado em junho de 2010 na Estação Recife no evento estações das letras da UBE/PE NA ESTAÇÃO RECIFE


Caminhando pelo mundo é a história de uma pessoa que olha o mundo e sente a INTENSA AUSÊNCIA da cidade grande, onde as pessoas andam na multidão e mal se vêem. A pessoa também sente uma enorme dificuldade em conviver nesse mundo porque acredita que as pessoas falam o que sentem e expressam as verdades de seu coração... Mas após um tempo, ela percebe que ninguém é por demais verdadeiro, todos usam máscaras para conviver e vem um espanto e desgosto de observar essa dura realidade. E que também ela é assim! E faz refletir que nada há de errado. A pessoa se depara com sua própria máscara também, mas tem que haver uma forma melhor de conviver e em meio a esse dilema, ela sente que o que falta mesmo na convivência entre as pessoas é a GENTILEZA.
Por isso ela canta com uma certa tristeza, o desgosto da contradição do que lhe ensinaram em casa e não encontra na rua... ”apagaram tudo, pintaram tudo de cinza..”

Inconformada com esse modo de conviver, a pessoa encontra uma resposta em algo maior... ela não esqueceu o que lhe ensinaram... não pode ser possível que o mundo esteja assim tão sem solidariedade! Deve haver o bem acima de qualquer coisa! “Se a semeadura foi doce, mansa, verdadeira e pura e pelo campos da vida, aprendeste sempre a cultivar o bem... o inverno passará e as flores da primavera colherás aqui e além.” Esse é o canto que se deve entoar pelo mundo e vai a pessoa entregando as flores que tem na alma. E em plena Estação Recife ela sente pessoas parando para escutar e algumas sentam para receber aquelas flores...



Assim a pessoa diz as outras que lhe escutam: há ESPERANÇA! E que sonhos voltam para quem acredita neles, então vai dar certo!!!!
E o som de sonhos realizados é uma canção celta que vem com sons de violinos imaginários e nas asas da imaginação que nos fazem recordar as nossas mais puras lembranças trazidas pela FADAS!

O recital caminhando pelo mundo foi realizado na Estação Recife do Metrorec, no Café São Braz do Paço Alfândega e na oficina Dizer o poema do Sesc de Santa Rita. Em todos os lugares a poeta sentiu uma enorme satisfação de deixar uma energia alegre.



Obs: Imagens enviadas pela autor

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

RECITAL DA TRIBO METROVIÁRIA

CRIADO PARA OS 25 ANOS DE OPERAÇÃO DO METROREC
REALIZADO EM MARÇO DE 2010
Bernadete Bruto
www.bernadetebruto.com


A história começa com uma metroviária vestida com algo de índio para lembrar que faz parte dessa tribo, que SOMOS TODOS ÍNDIOS e nesse momento, junto com todos, faz uma retrospectiva da vida da metroviária que relembra que entrou na instituição com um filho no ventre e seu grande caso de amor com o metrô mistura-se com sua própria história pessoal ao ver o filho crescido e formado.
Ela relembra o quanto foi difícil - marinheira de primeira viagem - se dividir entre o trabalho e o filho, nesse período, nos anos 80, era uma mãe dividida! Nesse período a poeta que habitava nela sentia a ACOMODAÇÃO frente à vida.

Hoje ela fala aos colegas que se o seu trabalho administrativo parece com o do CARIMBADOR MALUCO e lhe deixava na DUALIDADE de sentimentos frente a vida... e ela se, muitas vezes ela pede, dai-me ALEGRIA MI CORAZON... ela sente que tudo fez um sentido para chegar até aqui nesses dois modos, como metroviária e como poeta e por isso fala aos colegas que foi UM BOM CAMINHO!

E aí a metroviária agradece ao metrô e faz uma homenagem aos colegas que ajudaram a construir essa empresa e já não estão mais conosco e para não chorar de saudades , ela agradece e se despede ao som de CAMINITO, pois sente também que está perto de se aposentar e deixar esse caminho... e dança um tango com o trem.
Assim a pessoa humana mãe de filhos crescidos, criados com o salário de metroviária, a poeta que começa surgir tem uma grande GRATIDÃO: a vida. E fala aos colegas como foi bom receber tudo isso do metrô, tantas oportunidades! E por isso canta... QUE BOM QUE TODO DIA VAI SER SEMPRE ASSIM!
Por toda essa história, pelos 25 anos de metrô, por seu filho ter se tornado um HOMEM FORTE, ela pode agora sair pelo mundo como uma TROVADORA DA BOA NOTICIA e sabe que leva também um pouco da energia e alegria do povo metroviário dizendo que “a alegria da gente seja um rolo compressor em cima do silêncio” e por tudo isso, o metrô é para ela, sua PATRIA AMADA! Num som muito nordestino do frevo!













Obs: Imagens enviadas pela autora.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

MEU CAMINHO: a história de uma metroviária que sonha em ser poeta

Bernadete Bruto


Recital realizado pela primeira vez na festa de final de ano no Metrô do Recife em DEZEMBRO/2009

Essa é a história de uma metroviária que reclama muito da vida, do seu trabalho rotineiro e tem uma grande preocupação que o trabalho sufoque seu sonho além das máquinas. O som do metroviário que reclama é uma música de trem. Um trem cansado, que tem uma carga pesada nas costas.


Essa pessoa começa a olhar para si e vê que o seu grande problema reside em si mesma, ela ainda é prisioneira de si e dos ensinamentos. Assim a pessoa arrisca a se expor fazendo o que mais gosta e o som de uma pessoa que busca um caminho diferente só podia ser a música “Maluco Beleza”.



















Deste modo a metroviária entende todo um caminho, consegue ver que seu trabalho lhe proporcionou muitos recursos para ela chegar até aquele momento, numa festa de final de ano podendo expressar sua arte em seu local de trabalho e fica feliz. Entende que não é duro trabalhar e que foi um bom caminho esse todo o que ela percorreu, seja pessoal ou profissional ajudando a ela se tornar a pessoa atual: uma poeta mambembe.



Por fim, essa metroviária deixa uma mensagem aos colegas - que vai dar certo, porque sonhos voltam para quem acredita neles. Como era uma festa de confraternização, o final é marcado com uma dança indígena: o toré, onde todos possam sentir-se em grupo e fazer seu pedido ao divino, ao som da música guarani, instrumento sagrado e ao mesmo tempo brincar com o plano de cargo e salários que estava para sair e se chamava PES... No final foi pura diversão, na qual não escapou nem o presidente do sindicato dos metroviários.


O final da história é sempre feliz e divertido!

Meu caminho é um dos meus recitais prediletos. Ele foi reapresentado em vários lugares, tais como: Na casa de meu pai, Diverso Espaço Cultural, Fliporto 2010, no Espaço Terra Viva, Sushilogia, Biblioteca da Assembléia Legislativa, UBE, Tortaria da Alice, na Ação da Cidadania e no natal da família Bruto - sofrendo algumas adaptações para se adequar a situação.








Obs: Imagens enviadas pela autora.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

RECITAL : NA ESTAÇÃO RECIFE


Bernadete Bruto


Recital foi criado e realizado em abril de 2009 para o evento do segundo aniversário da biblioteca nos trilhos promovido pelo METROREC na estação Recife.

A história inicia com a pessoa falando que todo poeta é um fingidor... e que todo o poeta fala de dor, então o poeta relembra uma dor e se despede de alguém muito querido NA ESTAÇÃO Recife dizendo: “também não dava mais para lhe convencer a não partir agora...” O som é de um coração que fica batendo parado naquela estação...


A pessoa humana olha para o poeta que fala de dor e acha graça! E pensa: ”Eita coração bobo que se magoa por tudo!” A pessoa sabe que a nossa alma é alegre e radiante e não agüenta tanta dramaticidade!

É hora de não ficar parada, “abandonar a velha escolha” e sair pelo mundo “tomando a vida feito coca-cola”! Até porque os poetas podem também falar mais de alegria, uma vez que é isso que todos as pessoas almejam.

A pessoa sente que é momento de escrever VERSOS mais AMENOS, que está na hora de ser gente grande e ir embora pela vida, “pois tolice é viver a vida assim, sem aventuras”.

Então a pessoa se aventura numa estação, a dançar ao som de um trem, o seu trabalho, a sua vida, que pode ter uma carga pesada, mas é divertida também quando se abre para novas oportunidades! E assim na mesma estação, o poeta muda a vibração e termina num som muito alegre e engraçado : Olhe para mim eu sou um trem... chuk trem, chuk trem yea!

 
 Este recital foi realizado apenas esta vez.


Obs: Imagens enviadas pela autora.




segunda-feira, 29 de agosto de 2011

SOU POETA



Bernadete Bruto
www.bernadetebruto.com


NÃO SOU PROFETA
SOU POETA!
PRECISO FALAR PALAVRAS
QUE BROTAM DO PEITO
SÃO MINHAS VERDADES
SE LHE SERVIR FAÇA PROVEITO!
CASO CONTRÁRIO,
NEM OUÇA DIREITO...
SÓ NÃO PEÇA PARA CALAR
SILENCIAR
ESSA ALMA LIBERTA
A SE EMOCIONAR
PORQUE SOU POETA
GOSTO MESMO DO BLÁ BLÁ BLÁ!
NÃO SOU PROFETA...


Obs: Imagem da autora



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

MÃOS AO ALTO



Bernadete Bruto
www.bernadetebruto.com


Quem vive olhando para os pés
esquece as mãos!
Com elas podemos
Pegar
Largar
Doar
Rezar
Os pés caminham pelo mundo.
As mãos apontam o caminho!
Mãos que consolam.
Mãos que afagam.
Com as mãos podemos até escrever
um novo destino!


Obs: Imagem da autora: POESIA E ILUSTRAÇÃO DO CAPITULO 3 DO LIVRO da autora - UM CORAÇÃO QUE CANTA