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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

LUZ, CÂMARA, AÇÃO...


Paula Barros


2012 vai entrar em cena. Um grande espetáculo. Precisa de cada um de nós para atuarmos. Os papéis vão mudando ao longo do ano. De protagonista a coadjuvante. De diretor a plateia. Estamos em cena, escrevendo a própria história, dirigindo os atos, assistindo, aplaudindo, vaiando, se emocionando, faxinando, reciclando....somos versáteis. Somos um e somos muitos. Que venha 2012. O nosso papel vamos construindo ao longo dos dias. Talvez alguns de nós, ou dos nossos vão sair de cena. Outros vão entrar neste espetáculo que continua, que se reinventa a cada dia. 2012 vem propondo muita luz e muita ação, inspiração e determinação, ou calmaria, que assim seja, e que a gente não esqueça ele vai estrear, mas cada um de nós é a grande estrela deste espetáculo chamado Vida. Luz, câmara, ação....2012 estreia, os aplausos serão para nós.

Desejo a cada um muitos momentos de felicidades, de realizações, de paz, de saúde e tudo mais de bom. E caso apareça momentos de dificuldades, desejo serenidade, discernimento e tranquilidade para resolver ou saber lidar.


Obs: Imagem enviada pela autora.

sábado, 31 de dezembro de 2011

SÓ PORQUÊ É NATAL!......


Paula Barros


Passa uma mão de cal
Passa uma mão de cal Só para dizer que está tudo bem
Só para fingir que está tudo legal

Passa uma mão de cal
Passa uma mão de cal
Pensa que tá diferente
Acha que tudo mudou
Mas tá tudo igual
Não tá nada legal

Passa uma mão de cal
Passa uma mão de cal A parede está com remendo
Só encobriu os ferimentos
Para pensar que tudo passou
Só porque é Natal

Passa uma mão de cal
Passa uma mão de cal
A parede que rebocou
A ferida que não sarou
A sociedade que massacrou
Nada mudou, só porque chegou Natal
Continua tudo igual

Passar uma mão de cal
Não vai apagar o que passou
Só mascara o que vivenciou
Nem enxuga as lágrimas que chorou

No novo ano se você não mudar
Vai ser tudo igual
Vai precisar de mais cal
Passa uma mão de cal
Passa uma mão de cal
Para acreditar que mudou
É Natal!


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TEXTO DE PAULA BARROS


Papai Noel chegou?
Ainda não entrei no clima de Natal.
Nem cresci ainda.
Meu relógio biológico é todo fora de compasso.
Dá tempo eu trocar de roupa para o Natal?
E o espírito será que se renovou de um ano para o outro?
Será que cresci?
(emocionalmente, espiritualmente)
Ah, é Natal......de novo!


Obs: Foto da autora - Carnaval do Recife

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

TEXTO DE PAULA BARROS



Dezembro chegou. Você percebeu? Sim, sei que sim. Talvez ele tenha significado diferente para você. Chegou dezembro, tenho percebido as árvores floridas. Algumas estão com luzes. É o Natal se aproximando, o fim do ano. Mais um ano. Este passou tão rápido. Você floriu meus dias, fiquei primavera. Nem sabes, não é mesmo? Teve dias que fiquei triste como você me tratou, me tornei inverno. Deixei cair lágrimas, como se fossem folhas secas no outono. As lágrimas forraram meu solo, esperei novas estações. O tempo passa, mudanças ocorrem, e eu sempre te acompanhando, de longe, bem perto, bem dentro. Esperava as nuvens passarem e brincava de ser girassol. Sabes quem era o sol? Vivi dias de verão. Ah, sol e mar. Eu brincava de pegar fogo. Ardia sorrisos. Brincava de mergulhar. Me descobria. Me incandiei com o teu brilho, fechei os olhos, fiquei silêncio. Brotavam flores amarelas em mim, feito sóis. Só, brincando de girassol. Brinquei tanto de sentir, que o ano passou. Já é dezembro. As árvores estão floridas.


Obs: Imagem da autora (foto: Brasília/2010)

domingo, 4 de dezembro de 2011

TEXTO* DE PAULA BARROS

www.pensamentosefotos.blogspot.com
(mpaula26@hotmail.com)


Palavras voam
Tem asas que tocam a alma
Tem brisa que seca os olhos que choram
Tem calor que aquece o coração
Tem a palma da mão onde senta a alma e balança e acalanta

Palavras
Provocam o adormecido
São guardadas em lugares que são quase um coração
No recanto da alma
Renascendo luz nos olhos

Palavras
São pedrinhas coloridas no fundo do riacho mente
Que não deixam dormir
São ligações imaginárias
São arco-íris escorregando no sentir

Ah, palavras, as suas, se tornaram amigas das minhas
Brincam de escorregar - entram pelos olhos e caem bem dentro de mim
E as minhas saem pulando..assim...assim...
Não são bonitas feito as suas
Mas brincando feito crianças
As suas dão as mãos as minhas


Obs: Série: A Andarilha

terça-feira, 29 de novembro de 2011

CAMINHOS*

Paula Barros


Era tão chuva quanto sol. Era brisa e vendaval. Sabia o caminho que trilhava, mesmo quando pegava um atalho e se perdia, sabia os rumos e os prumos dos pés.

Podia sentir o cheiro de mato crescendo na estrada. Podia sentir o cheiro de se recolher, porque as nuvens anunciavam um temporal.

Sabia seguir a estrada principal. Gostava de andar pelas estradas vicinais, aquelas viscerais, nessas estradas as belezas eram menos exploradas, existiam o cheiro de mistério e de novo. E sempre descobria novos caminhos.


* Série: A Andarilha
Obs: Imagem enviada pela autora.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

TEXTO DE PAULA BARROS



Quanto de nós está em cada texto, em cada conto, em cada poesia, que escrevemos? Numa palavra que se repete sem que a gente mesmo se dê conta. Numa frase, num capítulo. Quanto de nós transborda deste pote que somos? Quantos nós sobem a superfície se derramando de nós? Sem perceber nos derramamos, vozes vem a superfície, e aparecem nos escritos.


Obs: Imagem enviada pela autora.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

TEXTO DE PAULA BARROS



Vi estrelas e lua. Era um céu de segunda-feira. Você ver a estrela? Não era lua cheia, talvez por isso vi melhor as estrelas, o brilho dela, da lua, não era tão intenso. Nunca tinha conseguido fotografar uma estrela. O foco nunca aproximava o suficiente. O que digo é real.

Um dia, vi a lua bem de perto, bem de perto mesmo, consegui ver até as rugas na testa, e ouvir a voz. Mas neste dia eu não fotografei a lua, em respeito, ela não sabia que era observada. O homem pisou na lua. Naquele dia abracei a lua, e eu estava nervosa. As luas brilham, e esta que abracei, tem luz própria.

O foco se altera quando se esta perto da lua, e ao aproximar demais desfoca os sentidos. Era preciso fechar os olhos para sentir melhor a emoção. Era preciso tirar os olhos da lua para escutar as palavras. Havia músicas, o céu estava estrelado, precisava me sentir, e acreditar que estava vivendo aquele momento.


Obs: Imagem enviada pela autora.

domingo, 6 de novembro de 2011

TEXTO DE PAULA BARROS




Muitas vezes na vida elegemos alguém ou uma situação como nosso foco de atenção. Com isso supervalorizamos, dando uma dimensão para a dor ou para a alegria, muito além do que a situação ou pessoa merece. Principalmente quando nos faz sofrer, porque o outro não retribui nos aspectos que gostaríamos. Obviamente, que numa situação assim, de supervalorização, não nos damos conta de todo o processo que nos acomete, e de outros fatores inconscientes que estão agregados àquela situação.

É feito olhar o céu em noite de lua cheia, com o céu sem nuvens. Geralmente olhamos, nos extasiamos, e focamos toda a nossa atenção e energia para a grandeza e beleza da lua, sem percebermos, sem nos darmos conta, e sem sentirmos a beleza das estrelas. E são muitas estrelas. Estão ali, no céu azul e limpo, brilhando, dançando para nós, um espetáculo belíssimo, mas não vemos, porque focamos na lua.

É feito a vida. Sempre tem, entre as muitas estrelas, uma que se mostra para a gente, uma que quer ser vista e sentida, uma que para ela, nós somos a lua. Mas nós não vemos. Porque focamos a atenção e o sentir na lua.


Obs: Imagem enviada pela autora.

 
 

domingo, 30 de outubro de 2011

SÉRIE ANDARILHA

Paula Barros


Folheava as palavras, em suas mãos fica um cheiro gostoso de lavanda. Em seus olhos as meninas brincavam. Ouvia sons. Via imagens. Sonhou. Imaginou. Ficou inquieta diante das belezas das palavras. E prometeu-se, ouvi-las e senti-las ao vivo.

Ninguém duvide do poder dos sonhos. Principalmente quando eles nascem acompanhados com imagens. Então, seguiu os passos do coração, estrada longa e bonita, uma ponte. A ponte. A que ligava o sonho à realidade. Atravessou ansiosa, sonhos são feito castelos de areia a beira mar, podem desmoronar a qualquer momento. Mas seguia os passos da emoção.

Chegou. Agora tinha as palavras com som. Tinha a imagem. Podia ouvir o coração ouvindo as palavras. Emoção. Muita emoção. Tanta emoção, que fechou os olhos para sentir melhor os sons das palavras, mesmo que perdesse algumas imagens. O sonho se transformou em realidade. E na realidade, o sonho dos sons das palavras tocando o coração.

domingo, 23 de outubro de 2011

SÉRIE ANDARILHA


Paula Barros


Se tem uma coisa que gosto é escrever sem pensar. E gosto muito de visitá-lo e as palavras metidas que só elas, feito criança, com toda a espontaneidade, vão subindo por mim e caindo das pontas dos dedos. Caindo mesmo, sem nem estarem preocupadas em machucar a gramática.

Vou escrevendo, me emocionando, e sorrindo. Aquele sorriso de quem sente cócegas. É assim, as palavras vão saindo de mim, e sai sorrisos.

Algumas vezes saem lágrimas, e quando choro, fico já pensando onde foi que suas palavras anzóis me pescaram.

Amor? Nem se preocupe, que não é amor. Se eu amasse você, eu não escreveria, já descobri isso.

O amor em mim dá um bloqueio nas palavras. Fico tentando juntar palavras, fazer rima, arrumar combinação do sentir com alguma palavra, e elas, as palavras rebeldes, vão embora.

Gosto é desta destrambelhação das palavras. Por isso deixei de fazer a oficina literária. Tinha que pensar para escrever, tinha que corrigir, tinha que reescrever. E isso se torna um gestação duradoura, uma tortura. Torna o escrever dolorido. Gosto mesmo é do nascimento das palavras lá na fonte, no rio das suas emoções. Então minhas palavras nascem bebendo da fonte do rio.


Obs: Imagem enviada pela autora: foto Ilha bela, SP - 09

domingo, 16 de outubro de 2011

SÉRIE ANDARILHA


Paula Barros


Quando a alma se fez presente feito uma tocha acesa, pude perceber a vida. Inferi que ali a voz do passado foi quem falou. Mas eu queria ter certeza. Queria pegar na mão da alma viva e caminhar pelas rotas da mente. Ouvir os acordes que a alma escutava enquanto dançava solta. Era vida que tinha ali, de repente, surgiu ao som dos olhos brilhantes. Fiquei estática diante da transfiguração. Era gente, mas era luz. Era suor, mas era o sangue pulsando lembranças. Que lembranças? Pude sentir nas palavras o gosto bom de saudade. De momentos saborosos. Será?


Obs: Imagem da autora:
Foto - Venda Nova do Imigrante - ES - 22.03.10

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PLANTADOR DE EMOÇÕES


Paula Barros


A noite planta emoções, terra adubada pelos crepúsculos e respingos de estrelas, cuidadas pela luz da lua.

Ela acorda, faz alongamento das pernas, da mente, do espírito. Anima-se ao pensar no jardim. Ansiosa espera encontrar novas emoções florescidas. O ritmo do coração é espora em lombo de cavalo. Respira profundo, engole poeira. Fecha os olhos antes de colher, para sentir-se. Abre os olhos, abre a alma para a emoção entrar, percorrer o corpo descendo e subindo, para assim sentir o que ficou plantado dentro dela.

Na esperança que o ar quente que sai junto com os seus pensamentos e sentimentos seja a estufa apropriada para germinar novas emoções a serem plantadas a noite.


Obs: Imagem enviada pela autora.

sábado, 1 de outubro de 2011

TEXTO DE PAULA BARROS



O pássaro voa lá fora
Brincando entre nuvens e raios de sol
Estou voando aqui dentro
O pensamento me dá asas
Me leva leve pelos ares
Atravesso o oceano
Pisando leve em suas águas

Vou, voo
Tenho asas feitos os pássaros
Pode ser inverno
Vejo flores, é primavera
Nuvens nubladas no céu
Sol acarinhando meu ser

Olho o Oceano Atlântico
Passeio pelo Rio Douro
É o pensamento de asas
Fui tão longe
Barca d’Alva, fui sem barca
Apenas embarco na emoção

Vinhas, pessegueiros, pés no chão
O rio a fazer manobras nas minhas margens
O pensamento me leva e não me traz
Respiro fundo
Salto da esteira rolante
Piso firme no solo verde e amarelo


Obs: Imagens enviadas pela autora (Foto: Rio Douro - Portugal)



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

SÉRIE ANDARILHA


Paula Barros


Existem muitas formas de amar. Deixa eu te amar como se nós dois tivéssemos oito anos? Amar de brincar de correr. Amar de dividir o jogo colorido de peças de montar. Amar de se esconder, de cabra cega, de queimado, de jogo de bola, de quebra-cabeça. Você monta tão bem a paisagem da vida com as peças do quebra-cabeça dos dias.

Sabe, eu queria poder te dar as mãos e correr lá naquelas montanhas, que são mais conhecidas tuas do que minha, porque elas te viram criança. E eu queria me sentir criança de novo, correndo livre, cabelos ao vento, e ouvir tuas histórias de criança. Porque você me faz entrar em contato com minha criança.

Deixa eu sonhar que podemos deitar na relva, lado a lado, olhando as nuvens brincarem no céu, como se fossemos duas crianças, sem nenhuma maldade, ou medo....e de repente ouvir a tua voz dizer, vamos, corre para pegar aquela bolinha de sabão....

Se a vida é feita de ilusão, me deixa sonhar, e pensar que eu e você já fomos crianças. Me deixa sonhar neste mundo de adultos, nesta ilusão sem maldade, sem se sentir invadido, não estoura a bolinha de sabão....Sopra ela, a vida, deixa os dias correrem leve feito a bolinha de sabão....


Obs: Imagem enviada pela autora.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

SÉRIE ANDARILHA


Paula Barros


É tão difícil o barco se afastar do cais. Porque o cais lhe devolve o mar. E só estando preso a este encantamento de cais, se sente solto, e pode adentrar a profundeza do oceano, e pode beirar o horizonte, sentindo as tonalidades dos céus e viajar pela imaginação.

O cais é de uma beleza tão profunda, que confunde-se com a imensidão do mar. O cais é quem dá corda para o barco navegar. O barco viaja, solto na emoção, na admiração. É do cais a bússola, o roteiro desta viagem. E o barco vai, vai, vai....navegando, sentindo os arrepios dos afogamentos do casco, sentindo a brisa tocar-lhe a vela, navega outros mares, mas retorna sempre ao cais. Ao cais que lhe devolve o mar.

O cais, o barco, o mar....mergulhos em águas de belezas extremas. O cais vai se permitindo viajar junto, nas cordas que liga o barco, no balançar do mar, neste olhar de silêncio que interage, nos voos das garsas.....


Obs: Imagens da autora (Fotos: Guarapari-ES-2010)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SÉRIE ANDARILHA


Paula Barros


Viajava e a cada visita na horta se enchia de palavras. Colhia e escrevia. Perfumava-se de inquietudes e dava uns passos a frente. Foi deixando nas gavetas das cômodas as memórias rabiscadas em toalhas de vento. Começou uma nova safra, pensou tratar-se de uma colheita de sete dias, entre chuva e sol, dia e noite, um só semeador, híbrido de outros. A colheita foi interrompida, os grãos plantados nela não floresceram. Ela não germinou, não cresceu, não floriu. Não foi feita a sua colheita. A mais esperada. Depois desse período, na terra prometida, o solo tornou-se árido. As chuvas ficaram escassas, o sol tornou-se ausente. A andarilha sentiu ressecar os pés.


Obs: Imagem da autora (Foto de Portugal)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

DA SÉRIE ANDARILHA

Paula Barros


Ler você é feito dançar ligeiro, sem dar tempo de cruzar a perna e pisar no próprio pé. Ler você é feito dançar uma música bonita, querendo curtir a melodia e os sentimentos e o parceiro ficar falando sem parar. Porque ler você é escutar vozes que vem lá do sotão da mente. Ler você é feito dançar valsa, rodopiando no salão com um bom dançarino. Porque você sabe nos conduzir entre os cenários e o perfil dos personagens.

Ler você, é claro, é muito mais do que se possa ficar fazendo paralelos. Ler você é um baile, com uma boa orquestra, um excelente dançarino, um chão bem encerado. A gente dança e não se cansa, fecha os olhos e quer mais. Quer sentir os dedos da emoção acariciando a alma e beijando a mente.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

DEITO EM MIM TUAS PALAVRAS


Paula Barros


Deito em mim tuas palavras
Tomadas em goles largos
Ruminadas na madrugada

Passo nas vísceras o cheiro de cânfora
Delas inaladas
Sinto queimar até a última gota de mim
Calo no peito o ardor que me sobe
Degluto átomos do sangue que jorra

No silêncio catastrófico
Forma-se um redemoinho
Nas entranhas do ser

Deito em mim tuas palavras
Fico prenha de ti
Vou parindo palavras
Na vastidão de mim



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

TEXTO DE PAULA BARROS



www.pensamentosefotos.blogspot.com
(mpaula26@hotmail.com)


Olhar as flores assim, quando pensei que fevereiro nasceria na seca. Sem as imagens e sem sons. Oh, que felicidade me toma, essas flores, essas imagens, essas palavras. Meus orvalhados olhos atentamente escutam o que se passa no fluxo do meu sangue. Estou feliz de fevereiro, mesmo demorando a amanhecer, tenha trazido flores nos bocais dos meus estômagos, e nas luzes dos botões dos meus olhos.

Por que o choro e o sorriso se confundem muitas vezes? Sai tudo pelos mesmos olhos? Feito menino em fila de refeitório, um empurrando o outro. Quem sabe você me responda um dia, de forma indireta. Me responda o que já sei. É quando a emoção alumia um cantinho escuro. É quando os olhos encontram a beleza que nos embeleza. É quando, é quando...nas minhas brincadeiras de sentir falta de algo que encontro, eu me abraço, com o muito que escorre.


Obs: Imagem enviada pela autora.