terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

OS RISCOS DO DESCONHECIDO


Jaime Sidônio

Ao apresentar a proposta do seguimento, Jesus a apresentava sem romantismo, sem superficialismo, sem ilusões. Ele não iludia ninguém. Jesus era profundamente realista. Vejamos como ele falava do seguimento: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perde a sua vida por causa de mim e da Boa Notícia vai salvá-la. Com efeito, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perde a própria vida? Que é que um homem poderia dar em troca da própria vida?” (Mc 8,34-37)

Jesus procurou mostrar com toda clareza que o seguimento se dá na fé. É essa fé que capacita a correr os riscos do desconhecido, porque ninguém sabe como vai ser, e Jesus não iludia. Quando o doutor da lei aproximou-se dele, fazendo a proposta de segui-lo onde quer que ele fosse, Jesus respondeu: “As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça” (Mt 8,19-20).