segunda-feira, 25 de maio de 2009

ILUMINAÇÃO

João Batista Pinto
(
melopintoneto@uol.com.br)


Sou aquela afável chama
Descolorida e nua
Em ânsias de ser pura
Em ânsias de morrer.
O que me resta então?
Iluminar numa manhã escura
O teu olhar que muito me alimenta
E me dá forças, meu Deus!
Não deixes de fitar-me um só momento
Não deixes que eu me apague
Enquanto o brilho
Vem mais de ti do que de mim.
Sou uma sonâmbula.
À procura de quê?
Não sei. Talvez de nada.